quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

[Comemoração Literárias do Dia] - 30 de janeiro





Morte do escritor e jornalista abolicionista José do Patrocínio (José Carlos do Patrocínio), Rio de Janeiro, RJ, em 1905. 



Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos. 


Resenha que mais gostei de escrever em 2013 - #2 Will & Will: um nome, um destino, John Green e David Levithan




“Will & Will: um nome, um destino” dos autores americanos John Green e David Levithan não foge tanto à regra. E sim, tem os seus diferenciais. O enredo apresenta dois personagens ligados por um nome, Will Grayson. Ambos levam consigo essas vogais e somente elas são iguais. Suas personalidades diferem a ponto do leitor não necessitar dos recursos gráficos dos autores para diferenciá-los. Um jogo de maestria das narrativas de Green e Levithan.

Will Grayson (o.w.g)

É amigo do garoto mais gay do colégio. Tiny Cooper é grande, imenso e como o próprio diria “fabuloso”. (Observa-se um provável estereótipo que muita engana o leitor). Grayson é tranquilo quanto à orientação sexual do amigo e anda sempre o aconselhando a tomar cuidado com as repentinas paixonites. Ele mantém uma opinião marrenta quanto a relacionamentos, até, claro, Jane aparecer em campo. Will vive contradições, marcadas por trilha sonora, estudos científicos e gayzices.


will grayson

o outro personagem dessa história é um garoto depressivo sob constante efeito de medicamentos tarja preto. will não tem muitos amigos na escola e os que tem, são uma garota, maura e dois nerds, derek e simon. assim, passa os seus dias contando os minutos para chegar em casa e conversar com o amigo virtual, issac. cria em torno desse relacionamento seu sustento para enfrentar as situações desagradáveis que o cerca. a mãe que vive chorando o abandono do marido, a falta de grana que obriga will a trabalhar os finais de semana na farmácia para manter os remédios em dia, maura, a escola, a mente...

Publicada no blog Poesia na Alma. Confira resenha completa Aqui. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[Comemorações Literárias do Dia] - 28 de janeiro



Morte do jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo Antônio Carlos Callado, Rio de Janeiro, RJ, em 1997.



Morte do escritor, médico, professor, senador e industrial Ramiro Fortes de Barcellos, em 1916.

Resenhas que mais gostei de escrever em 2013 - #3 O Lado bom da vida, Matthew Quick




Pat Peoples acredita no lado bom da vida e depois de passar alguns meses no hospital psiquiátrico, ele está pronto a reconstruir seus hábitos. Com um lapso de memória, ele não se lembra dos acontecimentos que o levaram ao “lugar ruim” e ao voltar à casa dos pais deseja reconciliar com a esposa Nikki e acabar com o “tempo separados”.

Seus relacionamentos andam desestruturados, o pai continua a não lhe dar atenção, os amigos parecem esconder-lhe algo e Pat encontra reconforto no vício em exercícios físicos e nas leituras que sua esposa costumava comentar com os amigos letrados. 


Publicada no site Literatura de Cabeça. Confira resenha completa Aqui. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

[Comemorações Literárias do Dia] - 27 de janeiro





Morte do escritor José Guilherme de Araújo Jorge, em 1987. 





Nascimento do ator, escritor e dramaturgo, pioneiro do teatro brasileiro, João Caetano dos Santos, Itaboraí, RJ, em 1808. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Talvez o amor escape




Por R.S.Merces

“Não havíamos percebido que aquilo que o público realmente abomina na homossexualidade não é a coisa em si, mas o fato de ser obrigado a pensar nela.”, assim escreve E. M. Forster nas notas finais de seu romance, “Maurice”. A frase vem seguida de “Maurice talvez escape”.

O livro escrito estre os anos de 1913 e 1914 permaneceu guardado até sua publicação em 1971. O tema homossexualidade era ainda restrito na literatura e podemos apontar o início do modernismo como grande difusor de um novo pensamento sobre o homem. Publicações como “O quarto de Jacob” de Virginia Woolf e “Ulysses” de James Joyce, apresentam o amor de um jovem por seu amigo e uma androginia masculina, respectivamente. Contudo somente depois dos anos 60, movimentos de grupos homossexuais possibilitam a leitura do amor não estereotipado de Forster.

Maurice é um homem “comum”, “desajeitado”, sem nenhuma caracterização, o que o deixa até mesmo desorientado no reconhecimento de seu amor por Clive, um intelectual que busca nos conhecimentos gregos sua identidade. Contrariando a tradição, existe aqui um final feliz, o que torna o enredo quase impossível à sociedade tradicional da época em que foi escrito.

Se o século XX trouxe um grande avanço quanto ao reconhecimento do amor de um homem por outro homem, infelizmente somos, diariamente, confortados por pensamentos arcaicos principalmente por ideologias religiosas. As palavras de Forster escritas em setembro de 1960 são tão atuais quanto seu romance.

Acompanhamos nos últimos dias as agressões virtuais sofridas pela escritora Lilian Farias na divulgação de seu novo romance “Mulheres que não sabem chorar”. Por enquanto só tivemos a publicação da sinopse do livro e de seu referido tema, a homossexualidade feminina. Contudo as poucas palavras já causaram desconforto na internet e a autora tem recebido mensagens de ódio e comentários ofensivos tanto ao texto quanto à sua vida pessoal.

É comum que escritores sejam constantemente confundidos com suas narrativas, criando neles a personificação da verdade falha no texto. Esses limites, não reconhecíveis, no trabalho de Lilian Farias demonstra o quanto ainda vivemos em uma sociedade que não quer pensar na possibilidade de um verdadeiro amor entre pessoas do mesmo sexo.

As redes sociais hoje em sua grande abrangência de usuários comportam infinitas representações de ideologias marcantes do século XXI. E é essa liberdade que torna esse livro possível mesmo com as diversas denúncias contra a página de divulgação.

“Mulheres que não sabem chorar” não ficará guardado em uma gaveta por 56 anos e ainda esse ano os leitores poderão conferir o romance dessas duas “ainda misteriosas” personagens.

E aos preconceituosos de plantão, lembrem-se de que ninguém precisa de salvação, precisamos é de A.M.O.R. Lembrem-se de que a resistência criou a guerra e a guerra dizimou milhões de pessoas. Lembrem-se de que não são obrigados a ler nada que não quiserem ler. Lembrem-se de que somos humanos, somente ISSO.

[Comemorações Literárias do Dia] - 26 de janeiro




Nascimento do jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo Antonio Carlos Callado, Niterói, RJ, em 1917.



Morte do escritor José Pereira da Graça Aranha, aos 62 anos, Rio de Janeiro, RJ, em 1931.

sábado, 25 de janeiro de 2014

[Umas e outras] Na boca da linguagem...



Por Vinícius Mahier

FELICIDADE



            Foram dias em que nada pude contra a felicidade. Nem a poesia me ajudou a me frustrar. Nada se configurou uma miséria. Ela, a felicidade, se instaurou em mim, quase pornográfica, sem intervalo. Súbita, me envileceu, dentro do que eu supunha controlável. Morou-me de forma tão constrangedora que não pude sequer uma piada. Ou um deboche. A felicidade, insaciável, tomou conta de mim. Não eu dela. Nada pude. Nem mesmo ser feliz, o óbvio.

PORNOGRAFIA

O ato
de fecharem as cortinas
à plateia alguma.

ESPELHO

            Olhei para o espelho, o álibi dos poetas. Olhei, não pra me ver. Olhei em poesia., pra dizer que penso e sofro com o que vejo e sou. Mas nunca é nada disso. Pacifica o meu sossego, o espelho. Vinícius, te sugiro em mim. 

ANALOGIA

Também extraio analogias
durante uma trepada.
esqueço de gozar enquanto gozo
esqueço que é corpo
o que há no corpo
o que se chupa, o que se reza
à própria reza, e come
esqueço que há boca pra cuspir
enquanto cuspo nesta boca
anônima
e faminta, minha, como os lábios,
ou de uma vagabunda velha,
lá, dentro de mim?

MACUNAÍMA

               Quis chorar. Acreditava que a lágrima, quando se está sozinho, é o ato mais sincero do homem. Aos outros, não chorava. A si, não conseguia. Fechava os olhos, buscava no silêncio o nascimento do seu choro. Mas o olhar não queria parir nada de sublime. Estava seco, indiferente. Nunca foi tão cínica a escuridão materna das pálpebras. Frustrou-se. Teve raiva dos olhos. "Serão de mim os únicos órgãos maus?", pensava. Continuou deitado, chorando intimamente, já não por suas desilusões, mas pelo aborto da lágrima, o reconhecimento a si do seu caráter, da sua santidade.

NA BOCA

Na boca da linguagem,
nicotina.
E a vida morna, como se existisse.
Súbito, um ruído
me permite
o vácuo:
Me estilhaço, lento, e gozo!
... na fumaça...

ÁLIBI

                     Nós? Fabricamos a inércia como um protomártir aos nossos dogmas ridículos de ter que chorar por alguma coisa, seja lá o que for. Se a inércia é a causa primeira do tédio, é ela também, em seu culto, o demônio que o dispersa, e vivemos nesse ciclo, insuportavelmente humanos. E Deus alheio a tudo isso, cansado de orações vazias e herméticas, que Ele não entende. Nem nós. E poderia ser de outra forma? Todo dia rezamos por um milagre qualquer, por uma graça extraviada. Foda-se o intento! O que queremos é o milagre! A graça! Ou alguma maldição, ao menos. Qualquer farrapo sobre-humano basta, até a inércia sobre-humana nos serve. Deus é um álibi perfeito pra duvidarmos de nós com aparência de dignidade. E Ele, claro, alheio a isso tudo, fabricando a Sua inércia, como um Bartleby resignado, que apenas prefere, não sabe o que. Nós, nem isso.


[Comemorações Literárias do Dia] - 25 de janeiro





Inauguração da Biblioteca Municipal de São Paulo, em 1942. Recebeu o nome do escritor Mário de Andrade em 15 de fevereiro de 1960. 








Nascimento do músico, maestro, poeta e compositor popular Tom Jobim (Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim), Rio de Janeiro, RJ, em 1927. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

[Aniversariante do Dia] - 24 de janeiro



Nascimento do jornalista, poeta, ensaísta, memorialista e folclorista Augusto Meyer, Porto Alegre, RS, em 1902. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A vida sexual e afetiva de Virginia Woolf




As desajeitadas investidas sexuais de seu meio-irmão mais velho, George Duckworth, que também tentou a mesma tática com sua irmã Vanessa, podem ter se constituído nos motivos que afastaram Virginia Woolf de sexo. Essas investidas também podem ser a razão pela qual ela aceitou a princípio, a proposta de casamento de Lytton Strachey. Depois, ambos pensaram melhor no assunto, “momento embaraçoso” e “repulsivo”, segundo palavras que Strachey usou para descrever o episódio e eles se separaram. Foi, provavelmente, uma sábia decisão, embora eles pudessem ter formado um par ideal, dadas as conhecidas preferências sexuais de Strachey e a frigidez de Virginia. Se tivessem se casado teriam formado, certamente, o par literário da época. Strachey escreveu a seu amigo Leonardo Woolf, sugerindo que ele voltasse do Ceilão e se casse com Virginia, o que ele acabou fazendo. O casamento com Leonardo aparentemente melhorou sua já delicada saúde, particularmente sua saúde mental, que se deteriorou de tal forma que ela sofreu diversos colapsos nervosos, que culminaram numa tentativa de suicídio um ano após o casamento. Virginia também se sentia atraída por mulheres fortes, difíceis, que davam a impressão de ambivalência, embora seus sentimentos não fossem correspondidos. Antes de seu casamento houve Violet Dickinson; depois, Katherine Mansfield e, em seguida, Vita Sackville West. Foi com a safista Vita que Virginia teve seu caso mais apaixonado e seus sentimentos correspondidos, começando com Vita fascinada e terminando com Virginia abandonada. O personagem Orlando, do livro de Virginia que tem o mesmo nome e que troca de sexo, é baseado em Vita SackvilleWest e, ironicamente, foi este livro, escrito às pressas, numa disposição mais alegre que a habitual, que acabou por se tornar seu primeiro sucesso. A próxima dame formidable  foi a compositora anciã e surda Ethel Smyth, mas, neste último caso, não houve envolvimento físico, embora existisse paixão. A volta dos sintomas que Virginia sabia que pressagiavam a loucura foi outro convite ao suicídio, desta vez, bem-sucedido.

ABELSON, Edward. A vida sexual e afetiva dos gênios. Tradução de Marli Berg. Rio de Janeiro : Record : Rosa dos Tempos, 1995. P. 129 - 130.     

Lytton Strachey e Virginia Woolf




Uma nova edição de “Orlando” tem lançamento previsto para 30 de janeiro de 2014 pela Companhia das Letras no selo Penguin. O responsável pela tradução foi o Jorio Dauster.


A edição inclui, também, introdução e notas de Sandra Gilbert, especialista em estudos de gênero e literatura inglesa, e uma brilhante crônica-ensaio de Paulo Mendes Campos, um dos grandes leitores brasileiros da obra de Virginia Woolf.


[Comemorações Literárias do Dia] - 23 de janeiro




Publicação do primeiro número do Folhetim, o polêmico suplemento dominical de cultura da Folha de S. Paulo, em 1977.



Nascimento do escritor João Ubaldo Ribeiro (João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro), na Ilha de Itaparica, BA, em 1941.



Nascimento do jornalista, escritor, crítico e teatrólogo Viriato Correia (Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho), Pirapemas, MA, em 1884.

Resenhas que mais gostei de escrever em 2013 - #4 A artista do corpo, Don DeLillo




Lauren Hartke é uma artista do corpo. Ela acabou de perder o marido Rey Robles, um cineasta independente. O sofrimento a isola do mundo e na casa a beira-mar vive uma desconcertante experiência. Ali, Lauren encontra um ser que parece saber tudo sobre sua relação com o falecido. Ele é capaz de reproduzir as falas tão recorrentes ao casal.


Publica no blog Poesia na Alma. Confira resenha completa Aqui. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Uma conversa com Francine Ramos sobre Virginia Woolf




“A Virginia Woolf me impressiona, simples assim. Eu acho de extrema importância tudo o que ela escreve, desde o estilo literário ao tema de suas obras, tudo é, para mim, de pura beleza.”


Francine Ramos é uma leitora apaixonada pela obra da Virginia Woolf e se você tiver dúvida disso é só visitar o blog dela “Livro & Café”. Formada em letras, ela conversou com Odisseia e contou um pouco sobre suas experiências na obra da escritora inglesa grande nome do modernismo.


(A Odisseia...) Como você descobriu a obra de Virginia Woolf?
Acredito que faz mais de 10 anos. Eu estava no 1º ano de Ciências Contábeis e a professora de Sociologia pediu para fazermos uma pesquisa na biblioteca. Infelizmente eu não lembro em qual livro foi, mas havia uma frase lá, logo nas primeiras páginas do livro, da Virginia Woolf, até então desconhecida para mim, e eu fiquei profundamente maravilhada com a frase, lembro que era algo sobre a sociedade, desconfio que era alguma frase do livro “Profissões para mulheres e outros artigos feministas” ou “O leitor comum”. Um dia lembrarei dessa frase. Já até pensei em voltar na biblioteca e pedir os registros antigos, ver se encontro a minha ficha, para saber qual foi o livro que me salvou. Porque se leio tanto hoje, é tudo culpa da Virginia Woolf. rs

(A Odisseia...) Depois de ler o primeiro livro o que te incentivou a continuar a ler as obras da autora?
Eu comecei lendo os contos, alguns pela internet mesmo, mas lembro que fiquei maravilhada com “A marca na parede”, que está no livro Contos Completos, da editora CosacNaify. A Virginia Woolf me impressiona, simples assim. Eu acho de extrema importância tudo o que ela escreve, desde o estilo literário ao tema de suas obras, tudo é, para mim, de pura beleza. E também o aprendizado que ela me traz. Eu brinco com os meus amigos que ela é minha santa! Santa Vivi, mas só para os íntimos! rs

(A Odisseia...) Qual o seu título favorito? Por quê?
Se você me perguntasse há dois anos atrás, eu responderia Orlando, pois adoro o clima que Virginia imprimiu no livro, um ar leve, descontraído, que sempre me agradou, com uma história surpreendente. E também por fugir do estereótipo de que ela era depressiva, e triste. (Quem estuda a obra dela sabe o quanto ela era bem humorada e feliz). Mas hoje, o livro que está no meu coração é Mrs. Dalloway, pois foi um livro que demorei para entender, mas na terceira leitura, com a edição que a Editora Autêntica lançou, a história fluiu perfeitamente para mim, a tradução do Tomaz Tadeu está um primor! E por isso foi possível entender a obra. Mrs Dalloway é a história de uma mulher, apenas um dia da vida dela, mas também é a história do mundo todo; de todos os dias; de como a vida é bela, mágica e trágica.

(A Odisseia...) Você lê autores que foram influência ou influenciados por Virginia Woolf? Quais?
Eu preciso ler Shakespeare! Eu li algumas peças deles quando eu era adolescente, mas preciso reler, pois ele era o escritor que ela mais admirava, sem dúvida. Há uma frase dela assim “tenho pena dos pobres que não leem Shakespeare”. Virginia Woolf tem pena de mim, mas vou consertar isso!

(A Odisseia...) Qual a influência da Virginia Woolf na sua vida?
Total. Ela, de verdade, me fez ter coragem para mudar muitas coisas em minha vida, questões profissionais e pessoais.

(A Odisseia...) Para o leitor que pretende começar a ler Virginia Woolf, qual seria sua indicação?
Virginia Woolf é uma escritora difícil, sempre digo, mas isso não faz dela chata, tampouco careta. Eu digo difícil por experiência própria. Lembro que, assim que comecei a ler os livros dela, peguei As Ondas e, claro, não entendi bulhufas! Aquilo era demais pra mim. Eu lia, lia, voltava para primeira página, lia, lia, e voltava tudo de novo... eu achava cada frase linda, perfeita, mas minha mente não as processavam como um todo, como um romance.
Abandonei As Ondas e comecei a ler Noite e Dia, o segundo romance dela, aí sim consegui terminar e foi uma leitura deliciosa!
O que acontece é: Virginia Woolf, quando começou a escrever, estava presa aos pedidos da editora, ao molde da época do que era considerado um bom romance, ou seja, a estrutura de suas histórias eram como os clássicos (Jane Austen, por exemplo). Então, para quem está começando e não está acostumado com o fluxo de consciência, a técnica que ela usou, que funciona como se o narrador estivesse navegando pela mente dos personagens o tempo todo, é bom pegar os romances com essa estrutura mais tradicional: Noite e Dia, A Viagem, Flush, Orlando... E também ler os contos, os ensaios... Depois é partir para O quarto de Jacob (o primeiro que ela escreveu sem se preocupar com a editora, pois ela e o marido compraram uma, e onde já se pode ver a técnica do fluxo de consciência) Mrs Dalloway, Ao Farol, As Ondas, etc.

(A Odisseia...) Se pudesse resumir a obra de Woolf em uma palavra, qual seria?

Perfeição.

[Comemorações Literárias do Dia] - 22 de janeiro




No Teatro Municipal de São Paulo, acontece o Primeiro Congresso Nacional de Escritores, em 1945.




Nascimento do jornalista, escritor e político Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista Brasileira, São Bento do Sapucaí, Serra da Mantiqueira, SP, em 1895. 




Nascimento do jornalista, advogado, escritor e imortal Barbosa Lima Sobrinho (Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho), Recife, PE, em 1897.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Minha coleção Virginia Woolf




A primeira vez que vi e li o nome “Virginia Woolf” foi no prefácio de Ronald Polito para “Maurice” de E.M.Forster. A obra em destaque era “O quarto de Jacob”, considerado primeiro romance livre da autora e que é publicado no mesmo ano de “Ulysses” de James Joyce. A citação de Polito no prefácio fazia referência ao tema em comum, homossexualidade, das obras.

Depois da leitura de “Maurice”, escrito em técnicas tradicionais de romance, não foi fácil encarar o fluxo de consciência de Woolf. “O quarto de Jacob” foi uma leitura rápida e logo após passei a me interessar pela vida da autora. Li seus textos críticos publicados em “Profissões para mulheres e outros artigos feministas” e artigos na internet sobre vida e obra.

Ao lado de seis amigos, esse ano, participo do Desafio “Um Autor para 2014” e minha autora escolhida foi, claro, Virginia Woolf. Já comecei a embarcar, literalmente, na obra e como método de leitura pretendo lê-la em ordem de publicação. Ainda estou em “A viagem”, um romance belíssimo que tem como cenário um lugar paradisíaco na América.

Na semana em homenagem a Virginia, venho mostrar minha, ainda pequena, coleção de livros.

Quando decidi que queria ler “O quarto de Jacob”, influenciado por Polito e “Maurice”, comprei o box da Editora Novo Século. A edição trabalha com três fases da autora: Os primeiros escritos, presa às narrativas tradicionais; O modernismo, seus textos marcados pelas influências modernas; e seus últimos escritos.



Os livros chegam ao Brasil com uma bela edição e excelentes traduções. Os responsáveis pelas traduções são Lya Luft e Raul de Sá Barbosa. As fotografias da autora empreendem um charme a mais.



Títulos do box:
  • A viagem;
  • Noite e Dia;
  • O quarto de Jacob;
  • As ondas;
  • Os anos;
  • Entre os atos;




Os outros livros que eu tenho são edições pocket de parceria entre a Nova Fronteira e a Saraiva de Bolso. As traduções são de Mário Quintana para “Mrs. Dalloway” e Laura Alves para “Orlando”. Ambas edições apresentam uma caricatura da autora na capa, marca de toda a coleção Saraiva de Bolso.

“Ao farol: To the Lighthouse” foi uma compra ocasional na livraria Fnac. A edição bilíngue da editora LandMark tem tradução de Doris Goettems e uma capa nada elegante (risos). Talvez eu nem leia nessa edição, pois a Autêntica tem se dedicado a novas traduções e hoje planeja uma futura coleção da autora.

“Profissões para mulheres e outros artigos feministas” eu tenho na edição da L&PM Pocket com tradução de Denise Bottmann. Provavelmente é um título que eu vou reler para o desafio do blog.


E, então, você já conhecia a autora? Acompanhem nossa semana em homenagem a Virginia Woolf.

[Comemorações Literárias do Dia] - 21 de janeiro




Morte do romancista Aluísio de Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, Buenos Aires, Argentina, em 1913. 

Resenhas que mais gostei de escrever em 2013 - #5 Vidas Provisórias, Edney Silvestre




A quantas vidas provisórias estamos sujeitos?

Somos uma constante de possibilidades e vivemos à deriva das situações que tendem a mudar nossa rotina e transformar a maneira como enxergamos o mundo. Estamos evoluindo. Porém as águas nem sempre são calmas e são as tempestades causadoras de profundas marcas. Imaginem, então, um exilado na ditadura militar deixando para trás seu país de origem, sua família o seu eu para se tornar um desconhecido. Ou uma garota fugindo da sua linhagem para tentar uma nova vida em uma cultura totalmente diferente.

“Errante. Novamente em fuga. Errantes. Ele e os brasileiros que já estavam exilados no Chile desde o golpe militar que derrubara João Goulart, em 1964. De novo em vidas provisórias.”

Essas são as situações centrais que constroem o romance de Edney Silvestre, Vidas Provisórias. Terceiro livro publicado pelo jornalista, essa edição ganha o trabalho editorial da Intrínseca, com 237 páginas e uma diagramação tão intensa quanto o texto.


Publicada no blog Poesia na Alma. Confira resenha completa Aqui. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

[Especial] - Semana Virginia Woolf



Em 25 de janeiro de 1882 nascia na cidade de Londres, Virginia Woolf. Filha do escritor e historiador Sir Leslie Stephen e Julia Prinsep, se tornou uma das principais figuras do modernismo. Ela tinha três irmãs e outros tantos meio-irmãos.

Durante essa semana que precede o dia 25, o blog apresenta postagens em homenagem à autora.


Acompanhe e conheça um pouco mais sobre vida e obra de Virginia Woolf. 

[Comemorações Literárias do Dia] - 20 de janeiro





Dia do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ. 



Inauguração da Casa de Cultura Euclides da Cunha, em 1959. 



Nascimento do escritor Euclides Cunha (Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha), em Cantagalo, RJ, em 1866. 



Morte do escritor e crítico Aníbal Monteiro Machado, Rio de Janeiro, RJ, 1964.