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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

[Especial - Livro/ Filme] - O Outro e O Amante


Título Original: Der Andere - Autor: Bernhard Schlink - Tradução: Kristina Michahelles - Editora: Record - Ano: 2009 - Páginas: 96

Às vezes leio o expressar da opinião de alguns leitores a julgar um livro por suas páginas e não pelo conteúdo. Isso só demonstra de forma um tanto grosseira a hipocrisia pela arte de escrever.

Eis que um dia desses enquanto passeava pelas estantes da biblioteca onde trabalho, encontrei um exemplar de “O Outro” tão escondido entre os gigantes ao seu lado que seria possível desprezá-lo a um olhar distraído. Já ouvira sobre o autor e sua obra “O Leitor”, cujo filme é inesquecível.

Então sem mais delongas, peguei o livro e comecei a folheá-lo em uma leitura que não durara certa de três horas. Vamos às considerações da narrativa.

Schlink desenvolve personagens concretos capazes de nos envolver em seus sentimentos e mesmo a narrativa estando concentrada no principal, percebemos os que o cercam na construção das falas e em suas 
considerações.

O desenrolar se dá quando Bengt encontra cartas de um suposto amante da mulher falecida. Em busca de respostas ele procura o outro e nos surpreende, (isso eu posso garantir).

O missivista não datara nenhuma das quatro cartas. O carimbo postal na primeira carta datava de doze anos atrás, nas outras três, onze anos atrás, com diferença de poucos dias entre uma e outra.
O que teria acontecido depois da última carta? Lisa cedera? O Outro desistira? Desistira, sem voltar a escrever nenhuma outra carta?
Trecho retirado das páginas 27 e 28.

Como havia dito a história é bem curta e se começar a falar demais posso acabar com a leitura de quem queira ler. Por fim, avalio o livro em quatro estrelas e recomendo a quem goste de um romance ou  esteja começando com o hábito da leitura e procure algo breve, porém de qualidade.

Bom, agora estaria na hora de falar do autor, mas calma lá. Seguindo a linha do sucesso de “O Leitor”, “O Outro” foi adaptado para o cinema com direção de Richard Eyre e atuação de Liam Neeson, Laura Linney e Antonio Banderas sob o título “O Amante”

Adaptar livros para o cinema me parece sempre um grande desafio para os diretores. Eles podem levar a história para água abaixo ou transformar o livro em um espetáculo. Quando comecei a assistir "O Amante", alguns dias após a leitura esperava muito visto que a adaptação de "O Leitor" rendera indicações ao Oscar.

O diretor fez um trabalho muito sutil no roteiro, mantendo os personagens como são descrito por Schlink. Eles são concretos e bem interpretados pelos atores. A surpresa do filme fica quanto ao que aconteceu com Lisa, mulher de Bengt, enquanto no livro sua morte marca o iniciar da história, no filme o diretor guarda esse fato para o final, o que deixa um ar de mistério no ar.

Fiquei muito triste por trocar as cartas por e-mails. As cartas davam para a narrativa a magia de um romance e o receio dos personagens. Tudo bem, né?

Sendo o livro bem curtinho é uma boa pedida a adaptação e para quem viu a adaptação é uma boa dica de leitura.

Sobre o autor de O outro:

Bernhard Schlink escreveu diversos best selleres, entre eles "O Leitor", que, além do êxito em seu país, alcançou o primeiro lugar na lista do New York Times e obteve grande sucesso no Brasil, ao conquistar as principais listas de mais vendidos. O livro ganhou adaptação para o cinema vencedora de um Globo de Ouro e um Oscar, com Kate Winslet e Ralph Fiennes nos papéis principais. "O Amante" adaptação de "O Outro", chegas às telas, com Liam Nesson, Antonio Banderas e Laura Linney à frente do elenco. Schlink é professor de direito e filosofia na Universidade Humboldt de Berlim desde 1996.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Resenha - Clube da Luta


“Hoje é preciso escrever livros que vão competir com videogames, videoclipes e todo o tipo de coisa que as pessoas fazem no tempo livre. E as pessoas não querem descrição e êxtase, querem muitos verbos, verbos em cima de verbos.”Chuck Palahniuk
Eletrizante, aterrorizante e capaz de criar dores no estômago, Clube da Luta (Fight Club), não só foi considerado um fracasso em bilheteria como um filme polêmico por suas controvérsias influências em torno do mundo.
Baseado no romance homônimo de Chuck Palahniuk, com nova edição pela editora LeYa, o filme foi dirigido por David Fincher e escrito por mais de cinco vezes dentro de um ano para chegar no resultado final. A produtora Fox não gostou do resultado e adiou diversas vezes a estreia, com exibição somente no Festival de Cinema de Veneza em setembro de 1999, causando mal-estar na crítica.
O longa pode ter influenciado diversas tragédias, como do estudante brasileiro de medicina, Mateus da Costa Meira que invadiu o cinema durante a exibição do filme com uma submetralhadora e atirou nos telespectores, matando três pessoas e deixando quatro feridas.
 O enredo traz a história um narrador anônimo (um jovem executivo) que tem uma vida um tanto acomodada. Trabalha como investidor de seguros, usa roupas de marcas e é viciado em comprar nos catálogos. Ele sofre de insônia crônica e busca em grupos de ajuda terapêutica um refúgio, onde acaba conhecendo Marla Singer uma viciada em tendências suicidas. Em um voo de trabalho depara-se com Tyler Durden, a figura perfeita, bonito, irreverente e incomum, como o narrador desejara ser.
Após a viagem, o jovem descobre que seu apartamento explodiu e no impulso decide ligar para Tyler Durden e acaba por ir morar com ele em uma casa velha caindo aos pedaços. Os dois descobrem nas lutas uma forma de esquecer-se do estresse, assim, começa o Clube da Luta. Muito além de um porão, o movimento ganha as ruas com objetivos de acabar com o consumismo.
Como disse no começo, o filme é realmente eletrizante e capaz de deixar o telespectador vidrado nas cenas que seguem uma sequência entre lutas e litros de sangue. Com certeza, é um filme para ser considerado violento, entretanto acredito que tenha sido feito para que as pessoas encarrassem a verdade e não subestimassem os objetivos do Clube da Luta.
A primeira regra do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta, então, mudemos de assunto. Em uma visão geral, encaro a obra como uma crítica aos modos de vidas capitalistas que o ser humano tem se habituado nos últimos anos. O filme é inovador mesmo que não tenha sido muito aplaudido.
Especificações:
Gênero: Ação
Duração: 139 min
Elenco: Edward Norton (O Narrador)
              Brad Bitt (Tyler Durden)
              Helena Bonham Carter (Marla Singer)

Algumas das informações usadas na resenha foram retiradas do volume 7 da publicação Cinemateca Veja, Editora Abril.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resenha - Não conte a ninguém


Título Original: Tell No One
Autor: Harlan Coben
Tradução: Ivo Korytowski
Editora: Sextante
Ano: 2009
Páginas: 256


Resenha:


David Beck é surpreendido quando começa a receber mensagens secretas e a investigação da morte de sua esposa volta à tona. Há oito anos enquanto comemoravam o aniversário do primeiro beijo, eles sofreram um ataque que acabou com a morte de Elizabeth por um serial killer.

Agora a polícia investiga dois corpos que foram encontrados nas proximidades do local do crime, ressurgindo novas perguntas. Beck se torna o principal suspeito do assassinato da esposa e precisa correr contra o tempo para provar sua inocência.

Como muitos dos romances policiais esse não fica atrás com uma cadeia de acontecimentos que farão o leitor permanecer vidrado nas páginas.

Coben é conhecido na França como “o mestre das noites em claro”. Quem sou eu para discordar dos franceses. Ele consegue realmente prender o leitor até a última página em cima de uma narrativa de fácil compreensão. Todos somos surpreendidos, chegando a perder o fôlego.

Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.



Sobre o autor:

Harlan Coben é autor de mais de 15 livros e vencedor de diversos prêmios — sendo o único escritor a ganhar o Shamus, o Anthony e o Edgar Allan Poe, a trinca de ases da literatura policial. Seus últimos lançamentos chegaram ao topo dos principais veículos de comunicação do mundo, como The New York Times, The London Times, entre outros.   

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Resenha - Um Homem de Sorte






Título Original: The Lucky One
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas
Páginas: 349
Ano: 2011


Resenha:

Quando Logan Thibault encontrou no deserto uma fotografia, não viu outra saída a não ser procurar pela mulher que a compunha. Ele saiu do Colorado e atravessou o país caminhando ao lado do seu cachorro, Zeus. Ao chegar à cidadezinha de Hampton, encontrava finalmente seu destino.

O que Thibault não poderia prever era que sua vida mudaria para sempre. Entre as lembranças de seus anos cumprindo ordens no Corpo de Fuzileiros Navais, a liberdade e a paixão pelas pessoas recém-conhecidas o atraem.

Nos é apresentados então, Elizabeth e Keith Clayton que estarão presentes na nova vida de Thibault e ditarão seus próximos passos.

Nicholas Sparks narra o ponto de vista das personagens principais, Thibault, Clayton e Beth, cada qual com seus sentimentos. Isso provoca no leitor um maior domínio na trajetória da história.

Um Homem de Sorte segue a linha de romances de Nicholas Sparks e para quem conhece seus livros sabe o que pode esperar. Dentro de uma narrativa leve, encontramos romances, intrigas e um leque de personagens capazes de nos fazer acreditar em seus atos.

Recentemente, Um Homem de Sorte foi adaptado para o cinema com o ator Zac Efron no papel de Logan Thibault


Sobre o autor:

Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1 de acordo com o The New York Times, com mais de 50 milhões de cópias impressas por todo o mundo. Todos os seus livros foram traduzidos para mais de quarenta idiomas. Vários dos romances de Nicholas Sparks foram adaptados para filmes, como Querido, A última música, Noites de tormenta, Diário de uma paixão e Um amor para recordar. Ele mora na Carolina do Norte com sua esposa e família.


Avaliação final: 4 estrelas (...).*

*A avaliação final é referente à usada no site Skoob.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Resenha - Os homens que não amavam as mulheres



Título Original: Män som hatar Kvinnor
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Paulo Neves
Ano 2011 – 4o Edição.
Páginas: 522


Resenha:

Mikael Blomkvist é repórter investigativo da revista Millennium e responde a forte acusações de calúnia quando inesperadamente é convocado para uma reunião com um membro da Família Vanger. Em principio, ele atribui suspeitas ao chamado. Henrik Vanger, nome conhecido nas empresas Vanger apresenta-lhe uma caso de família não solucionado. Por anos ele investigara o desaparecimento de Harriet Vanger ocorrido em 1966, sem sucesso. Mikael cai dentro de uma cadeia de acontecimentos que não acredita ser capaz de solucionar. Ele contara com a ajuda de Lisbeth Salander, uma hacker sem muitos escrúpulos.
    Stieg não só constrói a narrativa com elementos recorrentes, como romances, suspense, intrigas, como consegue fazer isso de forma inovadora a prender o leitor do início ao fim. Com certeza você vai se surpreender a cada página.
    Com personagens bem definidos a leitura deixa de ser um ato cansativo diante das 522 páginas e certamente você vai querer acompanhar os passos do repórter e da hacker. Duas vertentes totalmente diferentes mas que unidas nos faz recordar da dupla Sherlock Holmes e Dr. Watson, criações do britânico Sir Arthur Conan Doyle.
    Os Homens que não amavam as mulheres é o primeiro romance da Trilogia Millennium e recentemente foi adaptado para o cinema em duas versões, uma americana e outra sueca. Em breve estarei falando mais sobre os filmes aqui no blog.


Sobre o autor:

Nascido em 1954, em Skelleftehamn, Stieg Larsson foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas, É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Em 2004, aos cinquenta anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millennium, morreu vítima de um ataque cardíaco.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Filme - As Horas

Sinopse:
Uma fusão no tempo provocada por uma obra literária alcança um dia e modifica a vida de três mulheres em três lugares diferentes. A primeira é Virginia Woolf, escritora do romance Mrs. Dalloway, que se debate contra a insanidade enquanto é absorvida pelo livro que ainda está escrevendo nos anos 20. Nos anos 50, a dona de casa, Laura Brown, é influenciada pelo romance que lê e passa a refletir sobre a vida que leva. Clarissa Vaughan é a Sra. Dalloway dos dias atuais, apaixonada pelo amigo Richard, um poeta que está morrendo de Aids.
Diretor
O filme foi dirigido por Stephen Daldry que é diretor de filmes como Billy Elliot, com três indicações ao Oscar, 12 indicações ao Bafta entre outras indicações. As Horas é o seu segundo trabalho.
Elenco
No papel de Clarissa Vaughan temos a atriz Meryl Streep. Em 2003 venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho em Adaptação e recebeu ainda uma indicação de Melhor Atriz por sua interpretação em As Horas.
Jullianne Moore interpreta a dona de casa dos anos 50, Laura Brown, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
Interpretando a escritora Virginia Woolf temos a atriz Nicole Kidman que foi vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz na categoria Drama e do Oscar por seu trabalho em As Horas.
Resenha
Para os muitos que são avessos a adaptações de livros para o cinema, devo destacar que Stephen Daldry fez um excelente trabalho. No que diz respeito às três épocas distintas do filme, ele mescla as histórias no ponto certo e deixa que o telespectador viva os conflitos internos das personagens principais, sem parecer confuso ou até mesmo contraditório.   
As interpretações das atrizes tornam o filme ainda melhor. Kidman como dito anteriormente levou o Oscar por sua atuação como Virginia Woolf. No mais é imprescindível para quem gosta de um bom filme.
Mas ainda falando sobre o filme e chegando à parte que mais me levou a locá-lo, a breve biografia de Virginia Woolf retratada. Daldry mostra a vida da autora já mergulhada na loucura, juntamente com sua forma de escrever e seus conflitos diante de sua narrativa. Logo no início, temos uma cena abordando o suicídio de Woolf de uma forma a demonstrar como uma atitude de coragem, o que realmente acredito ter acontecido. Claro, que para aqueles que queriam mais da vida de Virginia vão ficar decepcionados, entretanto se você encontrar a versão em DVD terá o deslumbre de um documentário com a presença de estudiosos da autora assim como dois de seus sobrinhos.
Não falei muito sobre o romance Mrs. Dalloway por ainda ter tido a oportunidade de lê-lo, mas em breve poderei tirar minhas conclusões quanto ao retratado no filme.



Boa sessão.