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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Caro Leitor, por Mirele Longatti



Hoje comemoramos o "Dia do Leitor" e é com muito prazer que apresentamos o poema, em homenagem a todos os leitores do blog, escrito por Mirele Longatti.

Caro leitor

Caro tempo
caros livros.
Cara dedicação
cara disposição.

Caro leitor
Tenha entre algumas linhas
entrelinhas.
E um universo imerso na vastidão
de orações.
Completas, dispersas, subjetivas e 
discursivas.

Caro leitor
Seja sempre o deslumbre da
leitura incumbida de gozo,
condenando arduamente análises
que destroem a paixão.

Caríssimo leitor
Que na leitura mantenha a alma
de criança,
mesmo que para a vida ela esteja
indizivelmente velha.

Entre o prefácio de uma narração
e o índice de sua consciência.
Entre a biografia de um autor e
uma nota interior.

Caro leitor
Que abre na capa o céu,
folheia recomeços
e se torna autor de cada página
em branco de sua vida.

Entre sua existência 
que esvai-se no papel e assume
outra forma.
Faça seu papel, esqueça suas
chagas e aproveite os livros,
caro leitor.

Acompanhem os textos da poetisa Mirele Longatti no blog Seja Culto.  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Lançamento em Juiz de Fora - "Doce de Lira, Poesia à Mesa"


Serviço:
Data: 04/12/2013
Horário: 20 H
Local: Teatro Clara Nunes - Sesc Juiz de Fora
           Av. Barão do Rio Branco, 3090 - Centro

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Resenha - Química de Nós, Afonso Celso Henriques


Título: Química de nós; Autor: Afonso Celso Henriques; Editora: Lesma Editores; Ano: 2011; Páginas: 76.



Escrever sobre um livro de poesias não é uma tarefa muito fácil, pelo menos para mim. Do pouco que conheço do autor Afonso Celso Henriques, seu livro “Química de Nós” é uma autobiografia corajosa pronta a desprender-se de conceitos e encarar uma realidade sublime e terrivelmente cruel.

Digo, então, que libertar-se é uma tarefa ainda mais difícil. A poesia para mim sempre foi e continuará sendo fragmentos de seu autor e quando caio a interpretá-las existe só um monte de palavras que não poderão ser lidas como por seu criador, porém lhe abre possibilidades para espelhar-se em suas próprias experiências de vida.

Afonso consegue nos transportar por seus mundos e sentimentos, desde sua infância na cidade de Capela Nova até os encontros e desencontros de sua vida adulta em Conselheiro Lafaiete e Congonhas.

ESCRITAS LIBERTAS
Escrever dói,
Já me disseram
Liberta-me, porém.
Dos fartos estoicos
e das palavras fugidias.
Liberta-me das prisões impostas.
Dos ditos e não ditos.
Doem-me os dedos.
Entretanto, eu, poeta bissexto,
travo lutas internas e não deixo a alma escrava.

A edição da LESMA Editora ainda nos contempla com fotografias da infância do autor e das cidades por onde morou. A leitura é fluida e aos amantes de poesia, Afonso escreve com coragem seus sentimentos.

Avaliação final: 4 Estrelas

Sobre o Autor:

Nasceu em 1967, em Capela Nova, Minas Gerais. Filho de Maria Moreira Pereira e Waldivino Gomes Henriques, tem sete irmãos e uma família numerosa. Em 1976, deixa a cidade natal para morar em Conselheiro Lafaiete. Em 1991, forma-se em Letras pela Fafic – Congonhas e onde atua como professor há dez anos, além de lecionar nas escolas Municipal “João Narciso”, também em Congonhas e “Monsenhor Horta”, em Conselheiro Lafaiete. Trabalhou ainda em Cristiano Otoni na Escola Estadual “Cel. Alcides Dutra”.
Fez pós graduação em Língua Portuguesa pela UFOP-MG e Gestão de Pessoas pela PUC-MG. Atualmente é mestrado em Administração – Gestão Pública pela Fead-MG.

Deixo aqui uma indicação a todos os leitores do blog e caso tenha interesse em adquirir um exemplar, Compre Aqui.

Confiram também a página do livro no Skoob


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Subversiva e peligrosa


por ~ carlossaraivadesign

Assim que bater naquela porta
Cuspirei na tua cara
Não seria mais refém de tuas mentiras piegas
É estranho pensar em você
E
Não lamber tua sola
Olhar em meu peito
E desconhecer teu retrato falado
Está decidido:
Assim que bater naquela porta
O silencio do meu amor
Jogará ácido nas tuas células
Fará carnificina de tua semana
Diminuirá teus dias
Amaldiçoará teus anos
Eu te avisei, pudor...
Assim que bateres naquela porta
E ousar adentrar nas minhas entranhas
Cuspirei fogo na tua genitália!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Prazo de validade




Tudo tem prazo de validade:
A vida tem prazo de validade;
Família tem prazo de validade;
Filhos também;
Você tem prazo de validade;
Fome tem prazo de validade;
Orgasmo tem prazo de validade;
Só não vale etiquetar.
Leituras com início e término.
Roupas nem se fala...
Amores também.
A pele se acaba.
A cor perde a tintura...
O novo também...
Até a imortalidade tem prazo de validade...
O que você diz também...
Esse poema tem prazo de validade;
Só não vale etiquetar!

Por Lilian Farias