quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Revirando Acervos - Clássicos

Maurice - E.M.Forster



Título: Maurice
Autor: E.M. Forster
Editora: Globo
Ano: 2006
Páginas: 258
Tradutor: Marcelo Pen

Resenha:



O que faria um livro permanecer mais de cinquenta anos desconhecido?

“Não havíamos percebido que aquilo que o público realmente abomina na homossexualidade não é a coisa em si, mas o fato de ser obrigado a pensar nela.” E.M.Forster
     
     Descobri o romance após uma sessão de cinema clássico no canal Futura e logo assimilado atraiu-me a ideia por ler o livro. Um ponto importante em partida na discussão da narrativa devemos destacar que o personagem principal é um “homem comum” carecido de caracterização para que fosse dito homossexual. Isso se faz de tamanha importância quando pensamos no fundamento da pergunta pela qual comecei a escrever. Forster escreveu o livro entre 1913 e 1914, sendo publicado somente em 1971, após sua morte. Explica-se pelo fato da sociedade ainda estar muito fechada para o assunto e como é abordado no enredo.
     Maurice é um jovem britânico apaixonado por Clive. Seu amor é correspondido e quando esse termina, ele entra em desespero procurando por medicinas alternativas. Mais tarde começa um relacionamento com o guarda-caças de Clive, Scudder, tendo dificuldades em manter-se por suas classes sociais.
     Com certeza a depara-se com o final surpreendente, o leitor poderá compreender melhor a sina que seguiu seu autor e o porquê de dedicar o livro “... a um ano feliz”. O livro foi adaptado para o cinema nas mãos do diretor James Ivory, no ano de 1987. Campeão de vários prêmios, entre eles melhor diretor e melhor ator no Leão de Prata e ainda foi destaque no Festival de Veneza no mesmo ano de sua estreia, temos no elenco James Wilby e Hugh Grant. Para quem ficou interessado na história, sintonize no programa Cine Conhecimento do Futura, exibidos às Sextas, Sábados e Domingos. O longa está sempre sendo disponibilizado. 
     Por fim, uma nota a respeito da edição brasileira: A primeira edição foi pela editora Rocco em 1990, a qual não tenho muitos conhecimentos a respeito. A Editora Globo voltou a publicar o livro em 2006, com um prefácio de Ronald Polito, de extrema necessidade na compreensão da temática com que personagens homossexuais vem sendo empregados na história da literatura.
Nas notas finais Forster nos deixa: “Maurice talvez escape”.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entrevista com Samanta Holtz


Olá Leitores,

Hoje posto uma entrevista que fiz com a escritora Samanta Holtz que publica seu livro "O Pássaro" neste ano. Espero que gostem e possam conhecer um pouco mais sobre ela.


(Vizinhos Literários) Quando descobriu a vontade ou inspiração para escrever um livro?


Aconteceu naturalmente! Desde pequena, sempre fui apaixonada por tudo relacionado a livros - ler, escrever, criar, imaginar. Aprendi a ler sozinha aos cinco anos, de tanto que eu tinha vontade de me envolver naquele mundo dos livros! Desde os sete, já fazia meus gibis e inventava personagens. Aí vieram as poesias, contos, reflexões... mas o primeiro romance, mesmo, começou a ser escrito aos 14, e se chama 'Renascer de um Outono'. Não sei dizer de onde vem esse amor pela literatura... talvez por eu ter nascido no Dia do Livro! (risos)


(Vizinhos Literários) Conte-nos um pouco sobre seu livro "O Pássaro".


"O Pássaro" é um romance de época que conta a trajetória de Caroline Mondevieu em busca do seu ideal de ser livre, com direito a todos os obstáculos dignos de uma boa história: perigos, aventura, segredos e a descoberta do amor. Caroline não tem nada da "mocinha sofredora"; ela parte com unhas e dentes em direção ao que deseja, contra tudo e contra todos. Para isso, tem que enfrentar seu pai, o cruel e poderoso barão de Mondevieu, e toda uma sociedade que espera que ela se porte como uma dama, quando sua alma pede exatamente o contrário.


(Vizinhos Literários) "O Pássaro" é um romance histórico. O que espera como resposta do público para com a história?

Até o momento, tenho recebido excelentes retornos! O público parece estar carente de histórias desse gênero e, com base naqueles que já o leram antes (conhecidos e desconhecidos), sinto que 'O Pássaro' tem tudo para encantar os leitores, pois mistura muitos elementos interessantes que prendem a atenção e despertam a curiosidade. Algumas histórias de época que li tendiam a ser tediosas, o que definitivamente não acontece em "O Pássaro"! (risos)


(Vizinhos Literários) Quais foram suas principais influências na composição desse trabalho?




Não tive influências específicas. As pesquisas que fiz foram voltadas apenas ao contexto histórico, para saber descrever corretamente os ambientes, os costumes e as pessoas. Mas só! Deixo minha imaginação absolutamente livre para criar, pois, embora seja ótimo termos referências e inspirações, na hora de criar, você precisa tomar o cuidado de se manter dentro do seu estilo. Quando admiramos muito determinado escritor, existe o perigo de seguirmos o estilo dele em vez de deixar o nosso próprio de florescer, que é o que fará diferença!


(Vizinhos Literários) Já me disse certa vez que demorou muito para ser aceita no mercado editorial. Como enfrentou esse desafio e acredita que as editoras estão abrindo espaço para os escritores nacionais?

Acredito que foi teimosia, da minha parte (risos). Desde o primeiro romance que concluí (com apenas dezesseis anos!), comecei a tentar aprovação nas grandes editoras. Apesar de ter propostas para publicações independentes, não adiantava, eu tinha certeza de que conseguiria do outro jeito (risos)! Passei um bom tempo sem procurar mais, apenas escrevendo - pois, mesmo com o sonho de ser escritora, jamais deixaria de escrever por ainda não ter conseguido publicar. Até que, em meados do ano passado, voltei a tentar e recebi alguns retornos positivos. Identifiquei-me com a proposta da Novo Século, através do selo Novos Talentos da Literatura, e aqui estou, prestes a realizar meu sonho!


(Vizinhos Literários) Divulgou há pouco tempo no seu blog o nome do seu próximo livro. Muitas ideias para esse ano?

Sim! Buscar a publicação de "Quero ser Beth Levitt" será um novo foco a partir da metade de 2012, se Deus quiser. Também tenho uma nova história em mente, para continuar a série "Corpo & Alma", e a revisão dos meus dois primeiros livros, preparando-os para também estarem à altura dos leitores que esperam por eles. Muito trabalho pela frente, mas isso só me anima; é o que mais amo fazer!


(Vizinhos Literários) O que o romance "O Pássaro" significa para a Samanta Holtz?

Desde que o concluí, percebi que "O Pássaro" tinha um 'algo a mais' em relação aos dois livros anteriores. Gosto de todos, mas sentia que este estava mais maduro, mais preparado para o mercado. Ao longo dos últimos anos, eu o revisei três vezes e me lembro até hoje a sensação que tive quando terminei minha última revisão; "Agora, está perfeito". Hoje, ele representa a realização de um sonho, a resposta para todos os meus esforços, para minha paciência, para minha fé em Deus. Minha carreira literária sempre esteve nas mãos d'Ele e eu tinha absoluta certeza de que tudo o que tivesse que acontecer viria na hora certa. Cada "não" foi importante, cada frustração foi essencial... sem eles, eu teria deixado de aprender muito e, hoje, essa vitória não teria, nem de longe, a mesma importância!

Encontre mais informações sobre a autora em:

Blog


Twitter

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dica da Semana

Olá Leitores,

Essa é a primeira vez que posto essa coluna e espero que seja frequente toda semana. Apresentando livros nacionais ou que merecerem devida atenção para compartilhar com vocês.

"Encontros para Liberdade" de Lilian Farias


Sinopse:


“Encontros para a liberdade” se desenvolve em um turbilhão de sentimentos, em facetas representadas por duas personagens e o que as cercam, com desejos, sonhos, lembranças, descobertas e inquietações marcando um encontro em que histórias paralelas se unem pelo mesmo ideal: liberdade! Mas, o que é a liberdade? O que aprisionava Dolores e Clarice para que o encontro pudesse salvar suas almas encarceradas? Ao adentrarmos nos mundos distintos dessas duas jovens, mergulhamos numa profusa miscigenação de anseios, lutas, estratégias de sobrevivência. A história de duas mulheres que unidas pelo destino resolvem aflorar todo fluxo de sobrevivência do "ser", do corpo, da alma, da mente, que advém quando se é permitido ser livre. Liberdade, essa, assemelhada a quem saboreia o voo das borboletas.




Página no Skoob

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entrevista com Lilian Farias

Olá Leitores,

Hoje apresento a vocês uma escritora que conheci na internet e descobri o quanto talentosa ela é. Lilian Farias publicou um livro "Encontros para Liberdade" e ela nos conta um pouco sobre suas experiências.
Espero que gostem.



(Vizinhos Literários) Conte-nos como aconteceu o processo de escrita do seu livro "Encontros para Liberdade", suas inspirações.

Escrevi “Encontros para liberdade” quando fazia minha monografia da graduação em Letras, era o momento que podia relaxar. Mas o que motivou a escrita foi a minha professora de Teoria da literatura que solicitou a sala que escrevesse algo sobre fluxo da consciência. Depois desse dia não parei mais...
Inspirei-me em várias coisas e pessoas. Por exemplo: o filme Mary and The Max; O ano em que meus pais saíram de farias; as músicas de Zé Ramalho etc.


(Vizinhos Literários) Lilian, quando descobriu sua veia literária?

Quando criança gostava muito de poesias. Eu escrevia, mas confesso que tinha vergonha de mostrar meus escritos e acabava jogando tudo no lixo... (risos)
Mesmo assim, sabia que queria escrever!


(Vizinhos Literários) O que considera mais importante dentro de um livro?

Tudo!


(Vizinhos Literários) Lilian também é professora. Qual a maior dificuldade de implantar uma leitura no ambiente escolar?

Nas escolas particulares é mais fácil, contudo quando partimos para realidade das escolas publicas...   “gostonemdefalar”... a maioria das escolas não tem bibliotecas; os alunos saem do ensino primário sem domínio na proficiência da leitura e da escrita, e chegam nesse estado no Ensino Médio! Os pais não têm condições financeiras de comprar livros e, principalmente, LIVRO NO BRASIL É MUITO CARO! O professor não ganha um salário digno para comprar livros...


(Vizinhos Literários) Como crítica Literária, qual sua visão do movimento literário atual no Brasil?

Acho que poderia ser melhor! Os preços de livros deveriam ser compatíveis ao ganho mínimo do trabalhador brasileiro. As editoras e o governo poderiam investir mais na nossa literatura.


(Vizinhos Literários) Teremos novidades de novos trabalhos neste ano?

Em 2012, quero continuar a divulgar Encontros para Liberdade e tenho a pretensão de lançar meu site: http://www.lilianfarias.com.br/

(Vizinhos Literários) O que é liberdade para você?

O voo das borboletas! 


Mais informações sobre a autora em: 


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Entrevista com Babi Dewet

Olá, Leitores do blog

Faz algum tempo que não posto uma entrevista nova, todavia aqui estamos nós com uma super conversa com a escritora Babi Dewet. Espero que gostem. 


(Vizinhos Literários) Li que sua primeira leitura foi aos três anos de idade e o livro foi “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”. Foi uma descoberta própria ou houve um incentivo maior?

O maior incentivo eram os livros que minha mãe levava pra casa depois do trabalho. Ela tinha escola, então sempre tinha coisa nova. Eu gostava de histórias antigas, de cavaleiros e ainda mais do desenho da Disney "A Espada era a Lei" então foi um livro que me chamou atenção logo de primeira! Era o meu preferido.

(Vizinhos Literários) Quais suas principais influências de “Sábado à Noite”?

J.K.Rowling, autora de Harry Potter e André Vianco, autor de Os Sete, são minhas duas grandes inspirações literárias. Ouço muita música, gosto de rock e isso também influenciou no meu estilo de história. McFLY, Beatles e muita música britânica! SAN é feito um pouco de cada disso.

(Vizinhos Literários) “Sábado à Noite” é um livro baseado em um Fanfic de McFly escrita por você. Essa interação entre artes distintas agrega na hora da escrita?

Escrever fanfic foi o melhor aprendizado que poderia ter. Saber ouvir críticas, entendê-las e conhecer seus leitores é o que todo autor deveria começar fazendo. As fanfics tem uma forma própria de se desenrolar e é o que mais agrega de bom em quem participa desse meio. São leituras leves, sem muitas descrições e com muito foco em diálogos e momentos.

(Vizinhos Literários) Foi indicada ao Codex de Ouro na categoria “Vox Populi”. Receber tal indicação valoriza todo o trabalho nas redes sociais para divulgação do livro. O quanto as mídias realmente podem determinar na carreira de um escritor?

Receber e ganhar o prêmio Codex de Voto Popular foi minha grande realização! Não consigo acreditar até agora, embora acredite muito no meu trabalho. As midias sociais estão aí para que os autores e escritores conheçam mais seu público alvo e possam se divulgar melhor. Só que muitos não sabem a grande importância que elas tem e acabam encarando como só mais um espaço na internet. 

(Vizinhos Literários) Publicou “Sábado à Noite” de forma independente, quais as vantagens da mesma?

Aprendizado é a melhor vantagem. Saber produzir um livro, saber divulgá-lo e vendê-lo dá ao escritor uma independência e maturidade muito grande diante do mercado.

(Vizinhos Literários) Em uma palavra:

Literatura? Fantasia!

Música? Rock'n Roll!

“Sábado à Noite”? Amor!

(Vizinhos Literários) O que diria para os leitores do blog que estão buscando por uma publicação? 

Diria para não desistirem no primeiro tombo e primeira crítica. Diria para que invistam muito em si mesmos se acreditam nisso e que corram muito atrás! No fim, qualquer realização justa e boa é um aprendizado pra vida!


Mais informações sobre sobre Babi Dewet:



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista com Josy Tortaro


Boa Tarde, Vizinhos Literários


Hoje recebemos a visita da querida escritora Josy Tortaro autora da Saga "Os Quatro Elementos". Ela fala sobre seu primeiro livro "Marcada a Fogo" e nos conta um pouco a respeito dos próximos volumes.
Espero que gostem.


(Vizinhos Literários) Para os leitores do blog que ainda não conhece o seu trabalho, apresente-os a série “Os Quatro Elementos”.

A saga conta a história de quatro pessoas distintas, em lugares diferentes do Brasil, que nada sabem sobre sua origem. Após trinta anos no qual foram encontradas, um alinhamento planetário é previsto e eventos místicos e sobrenaturais atormentam suas vidas pacatas e comuns. A série descreve a luta para entenderem quem são e o que querem da vida, mesmo diante de algo que não compreendem. E muitas vezes, terão que encarar a própria morte sem terem pedido por isso.

(Vizinhos Literários) Você lançou “Marcada a Fogo”, primeiro livro da série “Os Quatro Elementos”, no mês passado e nas redes sociais vem anunciando a finalização da série. O que os seus leitores podem esperar dos próximos volumes?

Apesar de a história seguir uma ordem cronológica nos próximos livros, cada volume conta sobre a vida de um protagonista diferente, com seus costumes, suas peculiaridades, seu círculo de pessoas, seu jeito de encarar a vida. E então só posso afirmar que, não é porque leu o primeiro volume que já sabe o que está por vir. Cada página é uma surpresa em Marcada a Fogo. Porém, cada volume tem seu próprio tom e estilo, embasado nas vivências e temperamentos dos protagonistas. Você já conhecerá os eventos místicos, mas não saberá como cada um dos personagens reagirá a eles. É aí que está a diferença dessa série. Novos personagens entrarão para a história da série e farão toda diferença. Guardei uma surpresa nova para cada livro.

(Vizinhos Literários) Antes de começar a escrever qualquer coisa, faz algum tipo de ritual ou necessita de um ambiente mais organizado e silencioso?

Não, só preciso saber o que vou escrever, para isso, crio um arquivo onde tenho uma descrição o mais detalhada que eu puder, de cada capítulo. Penso muito, anoto todas as idéias, construo toda a história e seus caminhos para saber que rumo a história está tomando. Depois que a ideia está madura, não importa onde ou como eu vou escrever. Basta sentar e começar.

(Vizinhos Literários) A série “Os Quatro Elementos” diz muito a respeito do ser humano. Teve uma inspiração ou passou por alguma história que a levasse a escrever?


O que nos difere dos animais são nossos pensamentos e sentimentos. Somos complexos exatamente por esse amontoado de emoção que não conseguimos canalizar adequadamente e que acaba nos guiando nem sempre pelo melhor caminho. Eu amo ler livros que se aprofundam e nadam nas profundezas do oceano das emoções. Foi depois de ler um livro que mexeu tanto comigo (por casar com perfeição emoções e fantasia) que eu resolvi tentar. Já havia escritos dramas e romances policiais, livros distintos, mas nunca havia pensando em escrever fantasia até então. Meu marido me sugeriu e então, depois de pensar por um tempo, criei a saga.

(Vizinhos Literários) Mesmo tendo essa série pela frente, já pensou em um novo trabalho ou vai manter seu foco?


Antes de terminar o volume 3 uma nova história resolveu me atormentar. Lembro que antes mesmo de tê-la, meu marido me perguntou: O que vai escrever depois que terminar a saga? Olhei bem para ele e respondi, com sinceridade: Não faço ideia! E essa nova história surgiu de repente, sem que eu estivesse procurando uma nova história. Então anotei. E volta e meia tenho novas ideias para complementará. Já tenho um enredo geral da história. Assim que terminar a saga (o que pretendo fazer até o final do ano), vou começar a trabalhar nela. Foram essa, tenho outras histórias, porém não estão me atormentando tanto quanto essa.

(Vizinhos Literários) Para todo escritor o livro torna-se um pedaço de sua vida. Consegue escolher entre os volumes da série um que seja o favorito?


Eu gosto muito do volume 2, Filho da Terra, porque eu acho que estava mais preparada, mais segura do que estava escrevendo e também porque me orgulho de ter criado um protagonista homem sem perder o foco (por eu ser mulher). É uma história mais completa que Marcada a Fogo. Tem ação, romance, até algumas cenas engraçadas.

(Vizinhos Literários) Em uma palavra:

Vida? Amor.
Humano? Único.
“Marcada a Fogo”? Decisão

Marcada a Fogo

A VERDADE. Essa é a busca de Tamires do Valle. Encontrada sob as cataratas de Foz do Iguaçu, uma névoa paira sobre sua origem. A ametista é o único elo com seu passado. Pesadelos atormentam suas noites constantemente. Seriam lembranças adormecidas ou tormentos de uma alma inquieta? Uma vida feliz ao lado do marido Gustavo e da filha Sofia não seria o bastante? Um alinhamento planetário é previsto por Pedro Tosquini, um renomado astrônomo brasileiro, exatamente no momento em que estranhos acontecimentos a despertam para uma realidade antes desconhecida. Eventos místicos e sobrenaturais revelam o caminho para a verdade. Nele terá que enfrentar a dúvida, o medo e a morte. Descobrirá o que é ser enganada por quem mais confia. E terá duas escolhas a fazer. UMA HISTÓRIA DE MISTÉRIO E MAGIA QUE TEM COMO PANO DE FUNDO UM CENÁRIO PARADISÍACO.



Mais informações sobre a autora e a saga:






Lembrete: Se você ficou interessado em ler o livro "Marcada a Fogo" tem uma super promoção no site oficial. Confira.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entrevista com Giselle Zamboni e o #Letras365

Olá, Vizinhos Literários

Hoje estou apresentando uma entrevista que queria muito que estivesse no blog. Para os que ainda não conhece o projeto #Letras365 da Giselle Zamboni, espero que gostem.

(Vizinhos Literários) Para os leitores do blog que ainda no conhecem o #Letras365, apresente-o.

O #letras365 é um fluxo literário interativo em ambiente twitter, criado por mim em 27/01/2011, por este twitlonger que o explica bem:

“NASCE A COMUNIDADE INTERATIVA LITERÁRIA #Letras365, no Twitter, com este texto:

Caros(as) Escritores(as) e Leitores(as),ontem lancei a ideia da formação da COMUNIDADE LITERÁRIA INTERATIVA #LETRAS365...
Inspirada no fluxo #draw365, uma experiência social, interativa, na qual o Twitter é usado por uma comunidade de artistas do mundo todo para postarem seus desenhos, DIARIAMENTE, daí o nome DRAW 365, na qual centenas de admiradores e interessados podem conhecer estas criações artísticas, formando laços sociais em tempo real,em que qualquer um pode participar, basta enviar um tweet (post) que contenha um link para uma foto do seu desenho e claro, seja tagueado com #Draw365, e baseada também noutras tantas experiências interativas como o #FF (follow friday) e as brasileiras, #6aDEPOESIA, para postagem às sextas-feiras de poesia pura que nasce neste ambiente de interação fantástica que é o twitter, ou o conhecido #BOTEQUIMTUITAJOAQUIM, "boteco tuiteiro" de troca de músicas e papo bom pelas timelines...pensei e lancei a ideia do fluxo #LETRAS365.



O #LETRAS365 será uma COMUNIDADE LITERÁRIA INTERATIVA, na qual ESCRITORES poderão postar suas LETRAS (poemas,contos,microcontos,haicais,crônicas literárias,trechos de livros,etc)em tweets tagueados com #LETRAS365, para que a tag# possa ser acompanhada por todos os admiradores e ávidos leitores tuiteiros e possamos conhecer o que se produz e divulga no ambiente twitter de literatura e arte puras.
Sei que há outros suportes fantásticos,como as crônicas e artigos de cunho jornalístico, pessoal e opinativo, as crônicas do cotidiano por exemplo, mas o #LETRAS365 pretende ser, e quiçá se transforme mesmo, num fluxo, numa COMUNIDADE de interação da produção LITERÁRIA de todo e qualquer ESCRITOR/AUTOR e seus LEITORES, todos nós, tuiteiros contumazes, pra não dizer viciados (rs), participando juntos, conhecendo, dialogando, interagirindo e vibrando com essas criações.



Acompanhando através do "search:#Letras365" teremos um livro-coletivo, um blog-aberto de escritores vários, múltiplos, publicando suas letras e vontades, vezes e vozes e, com seus leitores, todos nós ávidos por este tipo de conhecimento e emoções, formaremos uma COMUNIDADE LITERÁRIA INTERATIVA, uma festa de encontros e bonitezas, tenho certeza disso!
Participem, divulguem, tuitem o #LETRAS365, vamos balançar as estruturas do twitter, é isso aí...rs


Beijos, Seres Coletivos! Grata, sempre! (passem por lá, espiem como um montão de gente já trocou ideias e nos presenteou com letras no #Letras365...vejam que bacana que está!)”
......

(Vizinhos Literários) Além de reunir micro-contos e poesias, o #Letras365 também é usado como ferramenta de divulgação. Quando presencia esse retorno, fica surpreendida?

Honestamente, não fico não. (risos) O poder da interação, da alteridade em tempo real, da necessidade de comunicação do ser humano extrapola qualquer barreira e o twitter é muito democrático, reconstrói nossas imagens, que passam a ser muito além dos avatares (fotos) e nicknames, passamos a ser seres agentes, pensantes, viventes nesta grande rede social.


(Vizinhos Literários) Essa busca por uma forma literária, digamos mais breve, tem um histórico que poderia nos contar?

Não tenho formação em Letras, desconheço, ou melhor, o que sei sobre a origem da literatura enxuta, mínima, veloz e os seus outros tantos nomes designativos é o que todos podemos ler a respeito, nos textos que circulam por aí, não é novo, já estava presente em autores célebres e hoje é o modo de literatura feito por célebres e ainda, desconhecidos


(Vizinhos Literários) Existe algum plano mais ambicioso para o #Letras365, como quem sabe reunir todos os registros em uma coletânea?

Olhe, nunca ambicionei nada além de reunir pessoas bacanas e atentas em torno da literatura e do mundo das letras, no entanto, se houver propostas que respeitem a interatividade e produção de todos os participantes, com certeza, aceitarei em nome de todos, como uma espécie de curadora que sou da nossa tag literária.


(Vizinhos Literários) Falando agora da Giselle, como descobriu sua veia literária?

Será que descobri??!! (risos)  Não sei não, mas tenho lá minhas golfadas de inspiração em 140 caracteres, mas uma coisa posso dizer, nunca escrevi nada além de petições, sou advogada, e quando passei a ser impactada pelas belezuras que pululavam na minha timeline me vi escrevendo meus versos esfarrapados, fazendo meus poemas-interrogação e me sentindo mais leve, mais eu mesma.


(Vizinhos Literários) A literatura nacional a cada dia mostra um novo talento. Poderia citar algumas de suas inspirações da atualidade?

Poderia citar muitos autores criativos e sensacionais da tuiteratura brasileira, mas sei que isto causaria ciumeiras, (risos), pois leio muitos, gosto de tantos, seria injusto arriscar citar uns e esquecer outros, então falarei de meus eternos autores preferidos, que nunca serão velhos, serão sempre novos na possibilidade de nos arrebatarem: Adélia Prado, Manoel de Barros, Pablo Neruda, Italo Calvino, e tantos, tantos outros.


(Vizinhos Literários) Por último, gostaria que deixasse uma mensagem para os escritores nacionais.

Escrevam! Os leremos, sempre, com a alma em flor!



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Entrevista com W. Donadon

Olá, leitores

Hoje recebemos o escritor W. Donadon que nos conta sobre sua série "A Lenda de Högni" e suas descobertas no mundo literário.


(Vizinhos Literários) Li que sempre gostou de livros, mas quando exatamente surgiu a necessidade de escrever um?

Necessidade é uma palavra meio forte. [risos] Adoro ler e sempre me vi escrevendo. Tinha vontade desde pequeno então não sei como definir exatamente desde quando senão com a expressão: “Desde sempre!”.


(Vizinhos Literários) No processo criativo de “A Lenda de Högni” se inspirou em alguém para criar as personagens?

Alguns. Como disse numa outra entrevista, poderia dizer que o Henri é inspirado em mim, mas só em ideais e dúvidas, etc. Ele cresceu com a escrita e se tornou algo mais interno, mais intenso. A Beatriz é meu ideal de perfeição numa garota: bonita, corajosa, doce... Não me inspirei em ninguém nela, pra falar a verdade, só em devaneios. [risos] Em questão de aparência sim. Costumo brincar dizendo que a cada livro que escrevo me inspiro em uma “musa”. Héstia foi inspirada em uma das minhas atrizes preferidas, Kristen Bell. Já no segundo livro escolhi Nicole Scherzinger para inspirar a deusa egípcia Néftis.


(Vizinhos Literários) “A Lenda de Högni – Cinturão de Adhara” é o seu livro de estreia, mas teremos uma série de cinco volumes. Como tem sido a aceitação por parte dos leitores? O que eles podem esperar dos próximos?

A série da jornada de Högni, na verdade, serão quatro volumes, mas na revisão de “O Cinturão de Adhara” decidi escrever um livro anexo com três histórias que esclarecerão algumas coisas do primeiro livro. Digo que são 4+1. [risos] A aceitação tem sido ótima. Não posso reclamar de nada, a cada comentário que recebo é um elogio diferente e quem leu (desde leitores até resenhistas) têm falado muito bem e dito que estão ansiosos para o próximo. Às vezes me pergunto “Será que eles estão lendo o livro certo?” [risos]. Os que leram e gostaram podem esperar um segundo livro mais dinâmico, que varia o ponto de narração entre Högni e uma garota que aparecerá. Podem esperar personagens mais sombrios... Podem esperar que eu estou fazendo meu máximo para não decepcionar ninguém. [risos]


(Vizinhos Literários) Reconheço que não é nada fácil ter um livro editado no Brasil. Conte aos leitores do blog sobre o seu processo para conseguir uma publicação.

Foi complicado. É um processo lento e desanimador. Algumas editoras chegam a pedir um ano para analisarem seu livro. Eu mandei para duas e fui recusado. Até que consegui. É desanimador, mas gratificante depois. Muito gratificante!


(Vizinhos Literários) W. Donadon, antes de sentar-se diante do computador ou de folhas em branco, cultiva algum ritual, como por exemplo, precisa de um ambiente mais calmo?

Não tenho um ritual. Simplesmente espero a inspiração vir e começo a escrever. Algumas vezes ouvindo músicas (algumas frases, trechos ou contextos me ajudam a compor um clima no capítulo), algumas vezes em silêncio. De qualquer jeito: quando a inspiração vem, eu escrevo.


(Vizinhos Literários) Compararia o seu amor pelos livros a que?

Não sei se é uma comparação plausível, mas já falaram que eu seguro meus livros como se fossem meus filhos. [risos] Eu sempre os tenho num lugar seguro, que eu saiba que não vão estragar ou sumir. Pra mim é como se fossem sagrados.


Pergunta Especial:

(Vizinhos Literários) Se presenciasse a destruição da biblioteca de Alexandria seria capaz de...


 ...entrar lá para tentar salvar alguma coisa que fosse. Ou iria enfartar só... [risos]





Sinopse - A lenda de Hogni - O Cinturão de Adhara - Vol. 1 - W. Donadon



Quando uma nação de deuses é colocada em risco de guerra contra uma titânide poderosa esquecida, aprisionada num cinturão, Högni é marcado pelo destino como o único capaz de proteger o artefato e salvá-los do problema. Entretanto o cinto acaba inesperadamente sendo usado e a violenta Adhara se liberta com intenções de tomar posse daquela oculta e ancestral dimensão paralela, dominando os continentes e escravizando o povo. A antes fria união e sólida confiança entre as divindades se abala e alguns optam por apoiar a causa inimiga. Agora cabe ao jovem lutar contra sua mais perigosa oponente e proteger os deuses, cumprindo o que foi profetizado, ou sofrer as graves consequências.



Mais informações sobre W. Donadon e seu livro: