quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

[Comemoração Literárias do Dia] - 30 de janeiro





Morte do escritor e jornalista abolicionista José do Patrocínio (José Carlos do Patrocínio), Rio de Janeiro, RJ, em 1905. 



Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos. 


Resenha que mais gostei de escrever em 2013 - #2 Will & Will: um nome, um destino, John Green e David Levithan




“Will & Will: um nome, um destino” dos autores americanos John Green e David Levithan não foge tanto à regra. E sim, tem os seus diferenciais. O enredo apresenta dois personagens ligados por um nome, Will Grayson. Ambos levam consigo essas vogais e somente elas são iguais. Suas personalidades diferem a ponto do leitor não necessitar dos recursos gráficos dos autores para diferenciá-los. Um jogo de maestria das narrativas de Green e Levithan.

Will Grayson (o.w.g)

É amigo do garoto mais gay do colégio. Tiny Cooper é grande, imenso e como o próprio diria “fabuloso”. (Observa-se um provável estereótipo que muita engana o leitor). Grayson é tranquilo quanto à orientação sexual do amigo e anda sempre o aconselhando a tomar cuidado com as repentinas paixonites. Ele mantém uma opinião marrenta quanto a relacionamentos, até, claro, Jane aparecer em campo. Will vive contradições, marcadas por trilha sonora, estudos científicos e gayzices.


will grayson

o outro personagem dessa história é um garoto depressivo sob constante efeito de medicamentos tarja preto. will não tem muitos amigos na escola e os que tem, são uma garota, maura e dois nerds, derek e simon. assim, passa os seus dias contando os minutos para chegar em casa e conversar com o amigo virtual, issac. cria em torno desse relacionamento seu sustento para enfrentar as situações desagradáveis que o cerca. a mãe que vive chorando o abandono do marido, a falta de grana que obriga will a trabalhar os finais de semana na farmácia para manter os remédios em dia, maura, a escola, a mente...

Publicada no blog Poesia na Alma. Confira resenha completa Aqui. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[Comemorações Literárias do Dia] - 28 de janeiro



Morte do jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo Antônio Carlos Callado, Rio de Janeiro, RJ, em 1997.



Morte do escritor, médico, professor, senador e industrial Ramiro Fortes de Barcellos, em 1916.

Resenhas que mais gostei de escrever em 2013 - #3 O Lado bom da vida, Matthew Quick




Pat Peoples acredita no lado bom da vida e depois de passar alguns meses no hospital psiquiátrico, ele está pronto a reconstruir seus hábitos. Com um lapso de memória, ele não se lembra dos acontecimentos que o levaram ao “lugar ruim” e ao voltar à casa dos pais deseja reconciliar com a esposa Nikki e acabar com o “tempo separados”.

Seus relacionamentos andam desestruturados, o pai continua a não lhe dar atenção, os amigos parecem esconder-lhe algo e Pat encontra reconforto no vício em exercícios físicos e nas leituras que sua esposa costumava comentar com os amigos letrados. 


Publicada no site Literatura de Cabeça. Confira resenha completa Aqui. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

[Comemorações Literárias do Dia] - 27 de janeiro





Morte do escritor José Guilherme de Araújo Jorge, em 1987. 





Nascimento do ator, escritor e dramaturgo, pioneiro do teatro brasileiro, João Caetano dos Santos, Itaboraí, RJ, em 1808. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Talvez o amor escape




Por R.S.Merces

“Não havíamos percebido que aquilo que o público realmente abomina na homossexualidade não é a coisa em si, mas o fato de ser obrigado a pensar nela.”, assim escreve E. M. Forster nas notas finais de seu romance, “Maurice”. A frase vem seguida de “Maurice talvez escape”.

O livro escrito estre os anos de 1913 e 1914 permaneceu guardado até sua publicação em 1971. O tema homossexualidade era ainda restrito na literatura e podemos apontar o início do modernismo como grande difusor de um novo pensamento sobre o homem. Publicações como “O quarto de Jacob” de Virginia Woolf e “Ulysses” de James Joyce, apresentam o amor de um jovem por seu amigo e uma androginia masculina, respectivamente. Contudo somente depois dos anos 60, movimentos de grupos homossexuais possibilitam a leitura do amor não estereotipado de Forster.

Maurice é um homem “comum”, “desajeitado”, sem nenhuma caracterização, o que o deixa até mesmo desorientado no reconhecimento de seu amor por Clive, um intelectual que busca nos conhecimentos gregos sua identidade. Contrariando a tradição, existe aqui um final feliz, o que torna o enredo quase impossível à sociedade tradicional da época em que foi escrito.

Se o século XX trouxe um grande avanço quanto ao reconhecimento do amor de um homem por outro homem, infelizmente somos, diariamente, confortados por pensamentos arcaicos principalmente por ideologias religiosas. As palavras de Forster escritas em setembro de 1960 são tão atuais quanto seu romance.

Acompanhamos nos últimos dias as agressões virtuais sofridas pela escritora Lilian Farias na divulgação de seu novo romance “Mulheres que não sabem chorar”. Por enquanto só tivemos a publicação da sinopse do livro e de seu referido tema, a homossexualidade feminina. Contudo as poucas palavras já causaram desconforto na internet e a autora tem recebido mensagens de ódio e comentários ofensivos tanto ao texto quanto à sua vida pessoal.

É comum que escritores sejam constantemente confundidos com suas narrativas, criando neles a personificação da verdade falha no texto. Esses limites, não reconhecíveis, no trabalho de Lilian Farias demonstra o quanto ainda vivemos em uma sociedade que não quer pensar na possibilidade de um verdadeiro amor entre pessoas do mesmo sexo.

As redes sociais hoje em sua grande abrangência de usuários comportam infinitas representações de ideologias marcantes do século XXI. E é essa liberdade que torna esse livro possível mesmo com as diversas denúncias contra a página de divulgação.

“Mulheres que não sabem chorar” não ficará guardado em uma gaveta por 56 anos e ainda esse ano os leitores poderão conferir o romance dessas duas “ainda misteriosas” personagens.

E aos preconceituosos de plantão, lembrem-se de que ninguém precisa de salvação, precisamos é de A.M.O.R. Lembrem-se de que a resistência criou a guerra e a guerra dizimou milhões de pessoas. Lembrem-se de que não são obrigados a ler nada que não quiserem ler. Lembrem-se de que somos humanos, somente ISSO.

[Comemorações Literárias do Dia] - 26 de janeiro




Nascimento do jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo Antonio Carlos Callado, Niterói, RJ, em 1917.



Morte do escritor José Pereira da Graça Aranha, aos 62 anos, Rio de Janeiro, RJ, em 1931.